sexta-feira, 25 de maio de 2012

Divine: a drag mais obscena do mundo

A mais nova edição da revista “Bear Mais Magazine”, cujo tema é SEM CENSURA, conta com uma reportagem especial que escrevi sobre Divine, a drag mais obscena do mundo. Nela, além de detalhes sobre a artista americana, falo sobre a referência para artistas brasileiras como Kaká DiPolly e Laura de Vison.

Veja a reportagem completa:

Quando o assunto é ousadia e perversão, um nome aparece fácil na memória LGBT: Divine, a drag do século XX. De barriga farta, peruca e nenhuma censura, a americana chocou os gays dos anos 70 – e certamente ainda choca os mais descolados da atualidade. No filme “Pink Flamingos”, de John Waters, ela quis provar ser a pessoa mais “obscena do mundo” e, para isso, chegou a comer o cocô de um cachorro.

E não se trata de nenhum truque, efeito ou montagem do diretor. A cena ocorre na integra e, por isso, tornou-se histórica: Rebolativa, Divine aparece lambendo os beiços, enquanto o cachorro defeca na rua. Na sequência, ela apanha as fezes com as mãos, leva à boca, mastiga, sorri, quase vomita e sorri novamente – com o close da câmera. Um escândalo!

Na mesma trama, ainda brinca com a cabeça de um porco morto, fez sexo oral no próprio filho (na ficção, que fique claro) e, após entrar em um açougue, escondeu um generoso pedaço de carne entre as pernas – e depois serviu a todos em um churrasco. A ousadia era tanto que, quem a visse na época, confundia facilmente a personagem com a artista.

A imagem esdrúxula – uma mistura de musa dos anos 1950, clown e ostentando certa obesidade – também ajudou na repercussão de seus trabalhos. E, apesar do inusitado tamanho, não se falava em baixa autoestima. Divine era desejada, bem amada e orgulhosa. Em um desabafo, ela diz: “Já faz três dias que eu não amo ninguém”. Quem dera...

Porém, como tudo tem seu preço, a drag, ou melhor, o ator Harris Glenn Milstead penou para conseguir livrar-se do estigma da obscenidade. Em uma entrevista à revista “Interview”, ele desabafou: “Noite passada eu jantei com um amigo que há tempos não via e ele me disse que foi avisado para não comer comigo porque provavelmente eu iria subir na mesa e vomitar em todas as pessoas. Eu não vivo montado”.

O ator também esteve no primeiro filme “Hairspray” (1988) – sim, aquele que ganhou versão com John Travolta, em 2007 – e foi convidado para interpretar tio Otto, no famoso seriado “Married”. Mas não deu tempo. Harris foi encontrado morto na cama de seu hotel, no dia 7 de março de 1988, após uma parada cardíaca em decorrência de problemas respiratórios.

Levou com ele Divine, uma personagem cuja obscenidade jamais conseguiu ser superada, uma referência para tantos outros artistas. É até hoje a pessoa mais obscena do mundo.

AS FILHAS DA DIVA
Kaká tentou incorporar a
ousadia de Divine em suas
performances e militância

No Brasil, vários artistas surgiram tendo como referência a diva Divine, principalmente aqueles que estavam acima do peso e não encontravam espaço ou inspiração para brilharem. Dentre elas, estão a carioca Laura de Vison (1939-2007) e a paulista Kaká Dipolly (foto), que ainda hoje aposta na figura espalhafatosa da drag.

Enquanto Laura repercutia performances chocantes e escandalosas – como aparecer completamente nua ou comer um miolo de boi durante uma performance – Kaká investia na imagem, figurino e maquiagem dentro dos eventos de moda, aparições e militância. Na primeira Parada do Orgulho Gay, por exemplo, Kaká se embrulhou na bandeira do Brasil, deitou em frente aos carros, peitou os policiais e, só assim, possibilitou a caminhada do público por toda a Avenida Paulista. “Sempre quis ter atitudes políticas, irreverentes e com conteúdo”, disse.

Ela conta que ouviu falar de Divine aos 16 anos e, assim que soube de suas peripécias, ficou em choque. “Soube que ela era a musa do underground nova-iorquino e que, durante uma performance, chegava em cima de um bebê elefante e levava a plateia para o banheiro. Ela fazia coco, se limpava na frente de todos, vestia calcinha e depois partia para o show. Enlouqueci. Era tudo o que eu queria”, lembra Kaká, que também se inspirava na atriz Wilza Carla e Elke Maravilha.

Laura era considerada a Divine carioca.
Com a maquiagem inspirada na drag internacional – olhos puxados, enormes e cheios de traço – Kaká conquistou seu primeiro trabalho em uma feira de cosmético, no pavilhão do Ibirapuera. “Quando cheguei ao evento, ao lado do sósia do cantor Boy George, paramos tudo. O foco e as fotos eram voltados para nós. Depois disso, o Marcelo Beauty – que na época nem era conhecido - nos contratou para ficar até o último dia de feira”, conta orgulhosa.

Kaká também foi a sensação das primeiras edições do São Paulo Fashion Week e da casa noturna Madame Satã. Ela jogava queijo, banana e pão velho ao público, que delirava. “Eu não queria copiar, queria agregar. Tanto que o primeiro show que fiz sobre a Divine foi somente há dois anos, na Trash 80. Levei um cachorro de pelúcia e fiz um doce de leite virar cocozinho. Comi e joguei no público, que jurava que era coco de verdade”, diverte-se.

Pioneirismos também não faltaram: “Fui a primeira a criar uma agência de drag queen no Brasil, a aparecer em uma festa dentro do caminhão da Granero, a levar as drags para os eventos de moda e a única a receber o título de Rei Moma do Carnaval. Até hoje sou reverenciada pela corte oficial do Carnaval”, revela.


E o que Kaká herdou de Divine? “A extravagância, a irreverência, a ousadia de ser uma pessoa diferente, de ter uma atitude diferente. Chamar atenção para os modelos além daquela coisa quadrada da família, do cristianismo quadrado, das atitudes moralistas. Foi o que busquei na minha história”. Certamente deu certo!


+ DEPOIMENTOS SOBRE DIVINE:
Eduardo Moraes, fotógrafo: "Divine foi a prova viva da ousadia de sua época. Dos poucos filmes que participou causou polêmica e viraram clássicos. O que mais me marcou foi 'Pink Flamingo' que traz cenas escatológicas, sexo explícito e acabou se tornando cult".

Elloanigena Onsassis, performer: "Ela era luxuosa, arrasava nas atitudes, no make, modelões e, o melhor, não copiava ninguém. Teve uma vez que me inspirei nela e fiz o 'melô do cocô', em que entrei de calcinha e, conforte abria as pernas na performance, ia caindo cocô no palco. As pessoas ficaram em choque e até hoje se perguntam se era um truque ou não"


Veja a reportagem completa clicando aqui.
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“Cada dia me sinto mais à vontade nas passarelas”, diz modelo trans Carol Marra

"Glória Kalil disse que meu bumbim
era o mais durinho e sem uma celulite. Essa
é uma das vantagem de ter certa
dose de testosterona no corpo"
Por Neto Lucon

Sucesso no 21º Fashion Rio, no Fashion Business e no Rio Moda Hype, que ocorreu durante toda a semana, a modelo trans Carol Marra tornou-se notícia no Brasil. Jornais, revistas e portais queriam saber mais sobre a modelo que roubou a cena ao desfilar só de biquíni.

Em conversa exclusiva com o blog NLucon, Carol afirmou que está feliz com a repercussão, que foi recebida como celebridade em sua cidade e que finalmente está íntima das passarelas. “Cada dia me sinto mais à vontade nas passarelas. Lembro que a minha estreia, há um ano, foi traumática”, diz.

Segundo a top, que até então nunca imaginou ser modelo, a primeira vez que desfilou profissionalmente rendeu muita tensão, afinal todos olhares estavam voltados para ela “A imprensa toda em cima de mim, todo mundo de olho, fiquei tensa com a responsabilidade e, para variar, a passarela era uma escada. Daí você imagina (ri)”.

Sobre o novo desfile de Victor Dzenk, a modelo garante que não sentiu dificuldade em desfilar de biquíni e destaca o elogio que recebeu da consultora de moda Gloria Kalil: “Ela disse que meu bumbum era o mais durinho e sem uma celulite das modelos. Essa é uma vantagem de ter certa dose de testosterona no corpo”, reflete com bom humor.

No backstage, a modelo encontrou as atrizes Carol Castro e Rita Guedes, com quem já trabalhou durante o período de produtora de moda. “Ela vieram me parabenizar pela carreira. Estou feliz com tudo o que tem acontecido e espero trabalhar muito daqui para frente”, declara.

Boa sorte!

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Paloma Bernardi é substituída em musical e pode ser desligada de Fame; assessoria nega

"Eu não sou uma cantora, mas quem sabe
vocês podem me ver um dia", declarou
Paloma após ser substituída de peça
Anunciada como a protagonista do musical Fame ao lado de Klebber Toledo, a atriz Paloma Bernardi foi substituída na estreia para a imprensa e convidados que ocorreu na segunda-feira (21), no Teatro Frei Caneca, em São Paulo. Em seu lugar, subiu ao palco a atriz alternante Corina Sabbas, conhecida pela carreira no teatro musical.

A substituição causou mal-estar e especulações sobre uma possível saída definitiva. Tudo porque Paloma compareceu ao teatro e declarou que a substituição foi uma escolha do diretor e que não sabia mais sobre o seu futuro no espetáculo.

Virgula Diversão (NLucon) apurou que a atriz teria sido afastada por um desempenho pouco convincente no canto, uma vez que é a primeira vez que estrela um musical. "Eu não sou uma cantora, mas quem sabe vocês podem me ver um dia", declarou Paloma à imprensa na segunda-feira.

Procurado pelo Virgula Diversão, o diretor de Fame, o americano Billy Johnstone, não se proncunciou sobre o caso. Ele informou, por meio da assessoria de imprensa, que a substituição de Paloma foi combinada previamente e de comum acordo entre as atrizes envolvidas e negou que a escolha tenha sido por qualquer falha na voz da atriz. 

Segundo a assessoria, a direção considerou justo que Corina, que alterna o papel principal com Paloma às quintas-feiras (21h) e aos sábados (17h), subisse ao palco na estreia para convidados, uma vez que Paloma já havia feito a apresentação na estreia para o público no dia 12 de maio. 

Ao ser questionada sobre a substituição, Paloma afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que não pode mais se pronunciar sobre o caso por questões contratuais. E, embora tenha dito anteriormente que foi substituída em cima da hora, declarou que continua à disposição do musical, que não recebeu críticas sobre o seu desempenho vocal e que está na torcida pelo sucesso de Fame.

Apesar da batata quente e da própria atriz cogitar uma possível saída, a assessoria de Fame garante que até o momento Paloma continua a integrar o elenco do espetáculo. Ela se apresentará todas as sextas-feiras (21h30), sábados (21h) e domingos (18h).

Vale lembrar que, paralelo ao musical, Paloma está escalada para a próxima novela das 21h, Salve Jorge (Rede Globo), de Glória Perez, e terá um papel de destaque. Ela interpretará uma das vítimas de tráfico de mulheres e certamente vai dar muito o que falar.

VEJA TRECHO:
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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Visita aos bastidores de A Fazenda 5, em Itu

Grupo de jornalistas que participaram da visita ao espaço de A Fazenda 5

O tradicional espaço em que será gravado o reality show A Fazenda (Rede Record), em Itu, foi visitado pelo blog NLucon nesta segunda-feira (21). E quem nos recebeu foram Britto Jr e Rodrigo Carelli, apresentador e diretor, que revelaram algumas das novidades da quinta edição do programa, que estreia na próxima terça-feira (29).

Ainda fazendo mistério sobre o nome dos novos participantes e desconversando se a lista que vazou recentemente é verdadeira, Rodrigo adiantou que nesta edição não haverá ex-participantes e que uma nova “personalidade da mídia” – termo que atribuiu à modelo Renata Banhara - deve fazer parte do time de famosos.

Ao contrário do bordão "Chove em
Itu", o clima foi bem quente nos
bastidores de A Fazenda 5.
“Achei engraçada essa repercussão da celebridade da mídia, pois é um termo comum nos Estados Unidos sobre essas pessoas que aparecem para falar sobre a vida pessoal. A Paris Hilton é uma, por exemplo. Nesta edição, posso adiantar que teremos uma nova personalidade da mídia”.

Carelli disse que dois dos famosos virão do nordeste e que um modelo também fará parte do elenco. "É um elenco muito parecido com a da terceira edição, que foi quando a gente acertou a fórmula. O perfil é mais ou menos o mesmo”, revelou o diretor, que garantiu não ter atores contratados da Record.

Até o momento, cogita-se que o modelo Lucas Malvacini, a cantora Gretchen, a ex-panicat Nicole Bahls, a passista Simone Sampaio, o cantor Sylvinho Blau Blau, a atriz Leo Aquilla e o cantor Vavá estejam entre os 16 nomes do programa.

"Preferimos optar por balancear esse nível de celebridade de cada um porque os menos famosos acabam surpreendendo. Por exemplo, na terceira edição, tivemos a Janaína Jacobina e o Daniel Bueno, que inclusive levou o prêmio", explicou Britto.

A Fazenda 5 conta com uma equipe de 225 pessoas e oito câmera a mais, totalizando 50 câmeras em HD.


PUNIÇÃO PARA QUEM MALTRATA ANIMAIS

Ao contrário do que aconteceu com o ator Thiago Gagliasso em A Fazenda 4 (Rede Record), a nova edição do reality show pode eliminar o participante que maltratar animais. De acordo com o diretor Rodrigo Carelli, esta é uma das novas regras do programa.

“O participante que maltratar animais, inclusive verbalmente, sofrerá punições. Depois de duas punições, na terceira ele será eliminado”, declarou Carelli. “Esta regra foi deixada mais clara nesta edição, o que não ocorreu na outra, apesar de muita gente se manifestar a favor da expulsão do Thiago”.

Ao comentar a polêmica do BBB12, em que o participante Daniel foi tirado do programa, após suspeita de abuso sexual, Carelli diz que um dos diferenciais de A Fazenda é comunicar ao telespectador de todas as regras. “A gente não faz surpresa para o público. Ele sabe exatamente o que vai acontecer”.

E comentou sobre a expulsão da boxeadora Duda em A Fazenda 4, que deu um tapa em Thiago Gagliasso durante uma brincadeira na piscina. “Ela quebrou uma regra e foi punida, não foi um juízo de moral, foi uma regra. Ela mesma chorou sabendo que seria eliminada antes do anúncio”.

Rodrigo Carelli e Britto Jr: A Fazenda é diferente
do BBB porque as regras são claras
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segunda-feira, 21 de maio de 2012

2ª edição do Festival PopPorn aborda sexo e pornografia sem tabus

Serão exibidos animações da década de
50, documentários de estrelas pornôs e
filmes banidos de seus países de origem
Evento que transita entre as fronteiras da indústria do sexo, cultura pop e arte, a 2ª edição do Festival PopPorn inicia nos dias 1, 2 e 3 de junho, em São Paulo, e propõe um olhar diferenciado para o sexo.

Com extensa programação que dura 48 horas, o evento vai exibir filmes, fotografias, performances, debates, festas e workshops.

“O PopPorn é uma plataforma para apresentar, discutir e fomentar uma produção pornográfica para além da indústria e do consumo massivo, que geralmente fortalecem discursos hegemônicos e estrutura de poder e opressão”, explica Suzy Capó, uma das idealizadoras.

No espaço, serão exibidas 30 sessões em que o sexo e a sexualidade aparecem nos filmes como linguagem, recurso cinematográfico ou tema principal. Vão desde animações da década de 50, documentários de estrelas pornôs a filmes banidos de seus países de origem.

Já nos workshops e nas duas mesas de debate, o público vai se deparar com curiosos temas, tais como o pornô feminista, a sensualidade burlesca, a arte erótica e as técnicas de shibari.

O PopPorn Festival surgiu com o aval de um evento internacional de prestígio, o PornFilmFestival de Berlim, e teve sua primeira edição realizada em São Paulo, em 2011.

Para incentivar a realização, a organização do PopPorn está promovendo uma ação coletiva pela qual o público poderá comprar cotas de ingressos para as festas e workshops, desfrutando também de outros benefícios.

Saiba como participar e colaborar clicando aqui.

LOCAL:
Trackers – Rua Dom José de Barros, 337 – República – São Paulo, SP

PROGRAMAÇÃO
Sexta-feira, 01 de junho
Das 22h às 0h: Cabaret Open Bar, só para convidados e participantes da ação de crowdfunding
Da 0h às 7h: VoodooHop Show com The Burlesque Takeover + apresentação do coletivo Flexões-

Sábado, 02 de junho
Das 11h às 23h: Mostra, debates e workshops + ação do coletivo

Domingo, 03 de junho
Das 11h às 23h Mostra, debates e workshops + ação do coletivo Flexões
Das 21h às 7h Show de Encerramento

VEJA VÍDEO DE DIVULGAÇÃO
 
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domingo, 20 de maio de 2012

Perfil: Paullete Pink é a cover oficial da Cher no Brasil

"Cher veio até mim e,
sem que eu percebesse, tomou
conta da minha vida"
Ninguém diz que não. A transexual Paula Sabbatine, conhecida como a top drag Paulette Pink, está literalmente a cara da cantora Cher. Cover há oito anos da diva, Paula investiu fundo.

Realizou duas plásticas no nariz, diminuiu a testa, fez implante de cabelo, preenchimento nos lábios e bochechas. Tudo para ficar igualzinha à musa de “Believe”.

Com o rosto e gestos ainda mais delicados, a trans afirma que Cher a ajudou, inclusive, a ser mais feminina. “As plásticas e a Cher representam a busca pelo encontro de mim mesma. Sinto bem com este rosto e esta aparência. Estou até mais jovem”, endossa ela, completamente satisfeita.

A história, porém, foi como as de amor e ódio. No início, Paula não gostava de ser apontada como sósia da diva das drags. “Até dizia que a Cher era velha e plastificada”, entrega.

Mas, aos poucos, depois de escutar suas músicas, assistir os filmes e saber mais sobre sua história, a artista formada em Artes Plástica e Arte Dramática se apaixonou perdidamente. Cher é uma mulher-drag, forte, assim como eu. Também tem o lado sensual que eu gosto muito. E as músicas, ah, sempre falam de amor”, derrete-se ela que, romântica, copiava e traduzia as letras de Believe e One by One, hits dos anos 90, para um de seus antigos amores.

Nos palcos, ninguém dúvida, é a Cher. As danças, os trejeitos e a maneira de cantar são idênticos. Tanto que, quando foi contratada para uma surpresa de casamento, Paula acabou sendo agarrada e recebeu vários beijos do noivo. Sim, ele pensava ser a própria cantora internacional. “Durante a festa, passava o clipe If I Could Turn Back Time e, de repente, o telão subia. Para a surpresa de todos, lá estava eu com a mesma roupa. Por alguns momentos, ele pensou que se tratava da própria Cher”, garante.

"Cher é uma mulher-drag, forte,
assim como eu sou".
Com tanta dedicação, a artista participou – e venceu - o quadro “Sósias”, do programa Silvio Santos, exibido nas tardes de domingo, neste ano. “Competi com o sósia do Bento 16, da Wanderléia e da personagem Chiquinha. Fui a mais aplaudida pela platéia e levei o prêmio em dinheiro”, disse ela, bastante paparicada pelo apresentador. “Ele nem desconfiou que sou uma trans”, garante.

Recentemente, a cover foi convidada para levar a Cher em uma viagem para Roma. “A empresária Yasmim Dream, também organizadora do Miss Mondo Trans, me convidou para duas apresentações cover na boate Gala Show, em Roma. Estou feliz, pois ela disse que havia visto o meu trabalho e que buscava uma profissional como eu”, se orgulha.

Ela, que tem Paulette Pink como carro-chefe, afirma que a relação das personagens é tranquila, mesmo depois das plásticas. “É uma relação amigável, claro. Paulette me acompanha desde o início, é respeitada e continua sendo meu ganha-pão. A Cher, por sua vez, foi algo que veio até mim, e, sem que eu percebesse, tomou completamente conta da minha vida.”

Concordamos plenamente, Cher. Quer dizer, Paula.

*Contato para shows: (11) 8111-5239

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Caio Blat rejeita carreira internacional e diz: "Nosso cinema é um dos melhores do mundo"

"Nunca teremos consciência do que foi
a ditadura"
Embora a aparência seja de alguém muito mais novo, o ator Caio Blat, de 31 anos, soma 20 anos de carreira e grandes personagens em seu currículo. Atualmente, ele está em cartaz com dois filmes: Xingu, de Cao Hambuger, e Uma Longa Viagem, de Lúcia Murat, que estreia nesta sexta-feira (11).
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Enquanto em Xingu o ator interpreta um dos irmãos Villas-Boas, que se alistam para a Expedição Roncador-Xingu, em 1943, em Uma Longa Viagem Caio interpreta o jovem Heitor, irmão da cineasta Lucia, que foi a Londres nos anos 60 para se refugiar da ditadura no Brasil.
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Neste último, ele faz o seu primeiro monólogo, mescla filme e documentário, e atua em meio as projeções. “Acho importante o cinema brasileiro estar mergulhado cada vez mais em histórias pessoais, íntimas, ao invés dos grandes temas. Mais que reviver a época, sentimos o que as pessoas sentiram na época”, defende.
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Em entrevista exclusiva ao Virgula Diversão, o ator fala sobre cinema brasileiro, carreira e sobre a atual geração. “Sabemos de tudo, mas nos aprofundamos muito pouco”, disse. Veja a entrevista: 

Embora muitos artistas brasileiros invistam atualmente na carreira internacional, você declarou que não tem esse objetivo. O cinema brasileiro te satisfaz?
Tenho satisfação total em trabalhar no Brasil. Acho o nosso cinema um dos melhores do mundo, existem projetos fascinantes acontecendo o tempo todo. Então, estou no lugar certo. Além disso, comecei muito novo, tenho 20 anos de carreira, filho e não tenho tempo para investir em uma carreira internacional. Para isso, teria que ir para fora do Brasil, ficar fazendo teste, conhecer agentes, produtores... Eu trabalho muito aqui no Brasil, graças a Deus, e a minha família faz muita falta. Definitivamente, carreira internacional não está em meus planos. Tenho muitos projetos e ainda quero produzir um filme por aqui. 

Em sua opinião, quais são as mudanças mais significativas que ocorreram no cinema brasileiro nos últimos anos?
O cinema brasileiro está mergulhando cada vez mais em histórias pessoais, íntimas, ao invés de grandes temas como a história do país. Essas questões mais amplas ficam como pano de fundo da história e, na minha opinião, acaba sendo mais revelador. Penso que, mais que reviver a época, acabamos sentindo o que as pessoas sentiram na época. E isso é extremamente importante.

Em cartaz com dois filmes, cujos temas são políticos, quais são os seus critérios no momento de aceitar ou rejeitar um papel?Uso muitos critérios. Desde a disponibilidade de agenda, até a  afinidade com o diretor, com o roteiro e com a personagem. A agenda é muito importante, pois estou sempre trabalhando na televisão, então o filme tem que se encaixar entre esses trabalhos. Não é tão simples...

No caso de Uma Longa Viagem, o que te motivou a participar?
Tudo. Tenho uma afinidade muito grande com a Lúcia, uma admiração muito grande pelos trabalhos dela. Falávamos da possibilidade de trabalharmos juntos um dia e fiquei muito feliz quando li o roteiro. Vi uma história tão pessoal, tão íntima, então foi um convite muito delicado, muito afetivo. Além disso, tenho afinidade com essa época, com as utopias, com o jeito de pensar, com a vontade polícia que os jovens tinham. Fui motivado também pelo desafio de fazer um filme sozinho, decorando uma quantidade muito grande de textos documentais, em uma história tão delicada. 

O pano de fundo do filme fala sobre a ditadura no Brasil. Embora ainda se fale muito sobre esse período, você acha que as gerações atuais têm consciência do que representou a ditadura?
Acho que a gente nunca vai ter consciência. Nascemos em um estado democrático, com liberdade para falar livremente, então nunca vamos ter a consciência do que é viver na censura. Visitei alguns países fechados e tive uma breve impressão do que é. Em Cuba, por exemplo, que era um país que eu tinha tanta admiração por toda revolução, fiquei horrorizado por ver que os jovens não tinham acesso à internet, não tinham acesso à imprensa internacional. Eu fiquei por lá durante 10 dias e não fiquei sabendo que aconteceu um tsunami no Japão.

"Vivemos em um momento em que os ideais deram uma
esfriada, as utopias esfriaram, os partidos se igualaram".

Após o filme, fez alguma reflexão sobre a sua geração?
Não gosto de fazer análise sobre a minha geração. Mas eu acho que a gente vive em um momento em que os ideais deram uma esfriada, as utopias esfriaram, os partidos se igualaram, há também uma grande desilusão com a política. Vivemos em um tempo em que tudo é relativo, não existem grandes valores absolutos, o interesse é menos coletivo. Os próprios artistas investem na carreira individual. Penso que a velocidade das relações, das informações, tudo isso molda o nosso jeito de olhar o mundo. Hoje, a gente pensa em um monte de coisas ao mesmo tempo, mas não nos aprofundamos em nada.

De qual maneira a história de Lucia e Heitor mexeu com você e deve mexer com o público?
A história mexe nos aspectos em que aborda o equilíbrio da mente humana, que é muito delicada, muito frágil. A maior viagem do Heitor não é a viagem ao redor do planeta, mas a viagem para dentro dele, na busca por questionamentos, por novas formulas de consciência.  Mexe na reflexão da nossa própria segurança emocional, pois qualquer um a qualquer momento pode se perder, pode se sentir angustiado, sozinho, entrar em depressão. É um filme sobre o processo psicológico, extremamene delicado. 

Como se deu a construção do personagem? Chegou a conversar pessoalmente com o Heitor?
Claro, me encontrei com o Heitor, conversei com ele. A conversa foi muito boa porque pude sacar as ironias, perceber que tinha muita ironia nas cartas, nas entrelinhas. Acho que foi uma reconstrução afetiva e também uma construção da memória. Afinal, muito mais que uma reconstrução da viagem, é uma reconstrução do que a viagem significou para ele e para a Lúcia, que estava presa recebendo aquelas cartas. O grande trunfo do filme é o próprio Heitor, o senso de humor dele. Ele é muito sedutor, carismático, o humor dele é contagiante. Acho que todos vão gostar. 

Para finalizar, fale sobre o filme que pretende produzir. Ele já está em andamento?Já está. Foi uma vontade que me deu depois de filmar tanto, de aprender tanto. Estou com o roteiro pronto, é uma adaptação do Christovam Tezza, que se chama Juliano Pavollini. Fala sobre a história de um menino dos anos 50, que foge da roça para viver na cidade grande. O que posso adiantar? A Cássia Kiss Magro vai ser a protagonista. 

VEJA O TRAILER
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segunda-feira, 14 de maio de 2012

Fame - O Musical leva Paloma Bernardi e Klebber Toledo a cantarem pela primeira vez

Sucesso em mais de 30 países e assistido por mais de 15 milhões de pessoas, o espetáculo  Fame - o Musical finalmente ganhará a sua primeira versão brasileira. Inspirada no longa-metragem homônimo de 1980, a obra estreia neste sábado (12), às 21h, no Teatro Shopping Frei Caneca, em São Paulo, e conta com atores globais, VJ da MTV e grande elenco.
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Dirigido pelo americano Billy Johnstone – ator, coreógrafo, diretor e professor - Fame marca a estreia da atriz Paloma Bernardi (da novela Insensato Coração, Rede Globo), e Klebber Toledo (de Morde & Assopra) em um musical.
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No papel dos estudantes Carmem Diaz e Nick Piazza - os protagonistas - eles enfrentam o desafio de cantar e dançar em cena pela primeira vez. E, assim como seus personagens, buscam se aperfeiçoar para não fazer feio frente a um time de artistas experientes.
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“Eu e Klebber estamos tendo aulas particulares para o canto, o que nunca fiz antes. Ainda estou em processo de aprimoramento, com um friozinho na barriga, mas estou segura”, declarou a atriz durante a coletiva de imprensa desta quarta-feira (9), que foi acompanhada pelo Virgula Diversão (NLucon). Empolgada com o papel, Paloma afirmou que sua personagem não mede esforços para ser uma grande artista, tem um lado sensual e que se inspirou principalmente em Marilyn Monroe e Amy Winehouse.
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Já Klebber diz estar bastante nervoso e assumiu que inicialmente quase recusou o papel por não saber cantar e dançar. “É incrível fazer um musical, mas é bastante trabalhoso. Afinal, por mais que eu venha trabalhando desde o início do ano, têm atores que cantam há muito tempo. Não vou ser um cantor em três meses”, ponderou o galã, que pede auxílio aos colegas e ao preparador vocal Rafael Villar. "Às vezes imploro por uma aulinha de meia hora", conta com bom humor.
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Paola disse estar segura, mas confessa ainda estar em processo
de aprimoramento. Klebber está nervoso.
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NÚMEROS MUSICAIS SERÃO AO VIVO

O espetáculo ainda traz a atuação da VJ da MTV Marimoon, a atriz de musicais Corina Sabbas(que alterna com Paloma no papel de protagonista), o ator Murilo Armacollo (que interpretou uma transexual na série O Brado Retumbante, Globo) e mais 28 atores, entre eles Giulia Nadruz eBruno Narchi, que foram escolhidos através de um workshop de duas semanas com 82 artistas.

As canções serão apresentadas ao vivo por 12 instrumentistas regidos pelo maestro Paulo Nogueira. Segundo ele, “é vital” ter uma banda tocando em tempo real e sem playback. “O interessante é que vocês ouvirão todos os gêneros que as pessoas de uma escola ouvem, como rockabilly, salsa, rap, reggae, além das composições no formato de musical”.

Fame conta a história de um grupo de estudantes, das mais variadas personalidades, vivências e vontades, que desenvolvem diversas atividades artísticas na New York High School of Performing Arts, na 46th Street. “O musical fala de buscar o conhecimento, o aprendizado e de crescer através da arte”, define a atriz Paloma, a nova aprendiz de musicais. "Vamos fazer todos sentirem vontade dançar", promete. 

FAME, O MUSICAL
Temporada: de 12 de maio a 29 de julho
Local: Teatro Shopping Frei Caneca – Rua Frei Caneca, 569, 6º Andar
Sessões: Quinta-feira às 21h/ Sexta às 21h30/ Sábado às 17h e 21h/ Domingo às 18h
Ingressos: Plateia A: R$140 / Plateia B: R$100
Duração 2h15
Classificação: 10 anos
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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Cantora transexual deve homenagear Whitney Houston na semifinal de Astros

"Whitney é uma das minhas
grandes inspirações"
Revelação do reality show Astros 2012 (SBT), a cantora transexual Valéria Houston se prepara para a semi-final da atração. Segundo ela, em entrevista exclusiva ao Virgula Diversão, seus trabalhos aumentaram desde que recebeu a aprovação dos jurados MirandaArnaldo SaccomaniCyz e Thomas Roth.
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“Estou aproveitando todas as oportunidades, colhendo os frutos da minha participação no programa. Muita gente me conheceu, conheceu meu trabalho e agora estou fazendo vários shows pelo Brasil”, declarou.

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Valéria revela que a maior dificuldade atualmente é encontrar uma canção que supere a músicaMeu Erro, sua estreia no Astros. “Ainda não fechei em uma música para a semi-final. Meu músico disse que vai ser difícil superar a primeira apresentação. Mas estou com tanta vontade de mostrar um bom trabalho, que no momento a emoção falará mais alto”.
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A cantora dá uma pista: “Estou estudando melhor o repertório e talvez eleja algum sucesso de Whitney Houston (1963-2012), uma das minhas grandes inspirações. A produção do SBT gostou da ideia, mas ainda não decidi se farei essa homenagem. Vamos aguardar”, faz mistério.
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Enquanto se prepara, Valéria foi clicada por Gerson Roldo para um ensaio de noiva. “É uma vontade de toda mulher ser noiva e eu quis celebrar o meu casamento com a música. As fotos foram inspiradas no clipe Ordinary Love, da Sade, e resultado foi melhor do que imaginei”.
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O programa Astros vai ao ar pelo SBT, todas as segundas-feiras, às 22h45. 


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terça-feira, 8 de maio de 2012

Em novo filme, cineasta Lúcia Murat aborda drama familiar: "Tive medo da exposição"

Recordar é trazer o passado de volta ao coração. E foi com coração aberto que a cineasta Lúcia Murat – dos premiados Que bom te Ver Viva e Quase dois Irmãos - falou sobre sua vida e a vida dos irmãos Heitor e Miguel no filme Uma Longa Viagem, que entra em cartaz nesta sexta-feira (11) e traz a atuação do ator Caio Blat.

O filme, que mescla depoimentos e performance com projeções, inicia com a ida de Heitor - o irmão caçula - a Londres, em 1969. Ele evitava entrar na luta armada contra a ditadura, e enviou cartas durante nove anos sobre sua viagem pelo mundo. O destino das correspondências: Lucia, que teve o caminho inverso e viveu na pele a luta contra a repressão no Brasil.

São duas reações diferentes de pessoas de um mesmo mundo, da mesma família. Reações que buscam no final das contas o mesmo objetivo, a liberdade”, reflete a cineasta em entrevista exclusiva ao Virgula Diversão. “Mas não se trata de um filme rancoroso, existe um senso de humor fantástico por atrás dele”.

Lúcia diz que o novo longa foi pensado logo após a morte de Miguel, o outro irmão, e que no início teve receio de se expor em uma obra. “A gente estava muito triste, muito solitário e rememorar essas histórias acabou sendo muito bom. As feridas vieram com o medo da exposição, de abrir minha vida para o público”.

Ela confessa que a primeira exibição do filme foi muito difícil e que atualmente recebe o carinho dos espectadores. “A reação da plateia está sendo legal e a simpatia com o Heitor é fantástica. Ele ganha as pessoas com o seu bom humor, com suas sacadas. Costumo dizer que eu era a chata da relação (risos)”, brinca.

Sobre a escalação de Caio, que também está em cartaz com o filme Xingú, a cineasta afirma que era uma parceria que estava para ocorrer há tempos. “Nos trombamos muito nos últimos anos e quase trabalhamos juntos em alguns projetos. Ele é muito diferente fisicamente do meu irmão, mas foi capaz de entrar no personagem, ter essa abertura para falar texto literário, fazer essa viagem”.

Ao comparar sua história com a da geração atual, ela não faz um discurso saudosista. “Tenho me surpreendido. Ao contrário do que pensamos, muitos jovens estão engajados em causas, denunciando torturadores, médicos disfarçados, isso tem sido uma surpresa muito legal. Tenho poucas certezas na minha vida, mas uma opinião é certa: sinto um imenso prazer por minha filha não ter vivido na ditadura”.

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